No carnaval do ano passado (2013) eu tinha acabado de
escrever um artigo sobre a eleição do
Renan Calheiros para a presidência do Senado. Enviei para uma lista de cerca de
200 e-mails e constatei que a enorme maioria das pessoas estava pulando nos
blocos ou tinha viajado.
Pra mim, que sempre resisti às “mudernagens tecnológicas” –
demorei a ter celular, mais ainda para aderir a internet e fazer um e-mail –
este último, além de instrumento de trabalho, seria, com certeza, a última
concessão que faria... Qual o que! A
Marta me convenceu, durante nossas conversas nos intervalos das brincadeiras
com os netos – sim, já tem tempo que nossos carnavais são assim, só pulamos no
colchão fazendo guerra de travesseiros com a netarada – mas ela me convenceu da
importância de divulgar o tal texto e que pra isso eu teria que estar no
Facebook... até então por mim odiado. Sempre achei que fosse uma seção da
revista “Caras”, em que cada um virava editor individualizado de uma espécie de
“Coluna da Candinha”.
Convencido de que poderia utilizar o face como uma tribuna
de debates (pra ser justo, registro que o Milton Temer também teve um papel
nisso), redigi o “TERMO DE RENDIÇÃO” que até hoje é a foto de abertura de minha
página e comecei a aprender a utilizar esta ferramenta.
Um carnaval depois, o balanço é superpositivo. Os 900 e
tantos amigos são uma fonte inestimável de informação. Reencontrei amigos que
não via por conta desta vida louca neste mundo louco em que vivemos – embora
continue achando que nada substitui o encontro real, as conversas e discussões
na mesa do botequim – e, sobretudo, conheci gente nova... gente que vale a
pena... gente que faz a gente continuar acreditando que “valeu, vale e valerá”
a pena continuar a luta do dia a dia, a guerrilha cotidiana...
Neste 2014, um carnaval depois, decidi criar este blog.
Quero acreditar que pode ser um facilitador do manuseio para encontrar textos,
artigos e comentários afins, coisa que o FB dificulta. Acho que aqui será mais
fácil estabelecer referências de um artigo para o outro e assim poder subsidiar
melhor o debate.
Já que é um blog, quem quiser vai poder navegar por ele e
selecionar o que mais interessa. Por isso pretendo postar outras coisas, tais
como músicas, poesias, livros que estou lendo e indicações de textos que me
pareçam interessantes. Não fazia isso no FB para não obrigar todo mundo a ficar
vendo um monte de postagens passando no feed. A ideia é que tenha um cardápio,
onde todos possam escolher o que desejam ver. Quero tentar publicar um artigo
por semana e comentar os acontecimentos do dia a dia.
O nome tinha que ter UTOPIA...
Afinal...
Para
que serve a utopia?
“Ela
está no horizonte,
me
aproximo dois passos e ela se afasta dois passos.
Caminho
dez passos e o horizonte corre dez passos para
trás.
Por
muito que eu caminhe nunca a alcançarei.
Para
que serve a utopia?
Serve
para isso: para caminhar”
Tentei várias combinações: estação utopia, fábrica de
utopias, usina de utopias... até me lembrar de que no Chile (onde vivi de final
de 1970 até o final de 1973), ponto de ônibus é paradero. Ficou assim PARADERO
UTOPIA.
Vou continuar no FB, pois quero ter acesso às postagens de
todos e vou usar minha página para anunciar o que vai estar no blog.
Tomara que dê certo. Vamos ao blog. Espero receber,
sobretudo, muitas críticas – que é o que mais serve para estimular o debate.
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!
(texto de introdução provisório de um blog em construção)
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