30 de novembro de 2016

PARADERO UTOPIA

No carnaval do ano passado (2013) eu tinha acabado de escrever  um artigo sobre a eleição do Renan Calheiros para a presidência do Senado. Enviei para uma lista de cerca de 200 e-mails e constatei que a enorme maioria das pessoas estava pulando nos blocos ou tinha viajado.
Pra mim, que sempre resisti às “mudernagens tecnológicas” – demorei a ter celular, mais ainda para aderir a internet e fazer um e-mail – este último, além de instrumento de trabalho, seria, com certeza, a última concessão que faria...  Qual o que! A Marta me convenceu, durante nossas conversas nos intervalos das brincadeiras com os netos – sim, já tem tempo que nossos carnavais são assim, só pulamos no colchão fazendo guerra de travesseiros com a netarada – mas ela me convenceu da importância de divulgar o tal texto e que pra isso eu teria que estar no Facebook... até então por mim odiado. Sempre achei que fosse uma seção da revista “Caras”, em que cada um virava editor individualizado de uma espécie de “Coluna da Candinha”.
Convencido de que poderia utilizar o face como uma tribuna de debates (pra ser justo, registro que o Milton Temer também teve um papel nisso), redigi o “TERMO DE RENDIÇÃO” que até hoje é a foto de abertura de minha página e comecei a aprender a utilizar esta ferramenta.
Um carnaval depois, o balanço é superpositivo. Os 900 e tantos amigos são uma fonte inestimável de informação. Reencontrei amigos que não via por conta desta vida louca neste mundo louco em que vivemos – embora continue achando que nada substitui o encontro real, as conversas e discussões na mesa do botequim – e, sobretudo, conheci gente nova... gente que vale a pena... gente que faz a gente continuar acreditando que “valeu, vale e valerá” a pena continuar a luta do dia a dia, a guerrilha cotidiana...
Neste 2014, um carnaval depois, decidi criar este blog. Quero acreditar que pode ser um facilitador do manuseio para encontrar textos, artigos e comentários afins, coisa que o FB dificulta. Acho que aqui será mais fácil estabelecer referências de um artigo para o outro e assim poder subsidiar melhor o debate.
Já que é um blog, quem quiser vai poder navegar por ele e selecionar o que mais interessa. Por isso pretendo postar outras coisas, tais como músicas, poesias, livros que estou lendo e indicações de textos que me pareçam interessantes. Não fazia isso no FB para não obrigar todo mundo a ficar vendo um monte de postagens passando no feed. A ideia é que tenha um cardápio, onde todos possam escolher o que desejam ver. Quero tentar publicar um artigo por semana e comentar os acontecimentos do dia a dia.
O nome tinha que ter UTOPIA... Afinal...

Para que serve a utopia?


“Ela está no horizonte,

me aproximo dois passos e ela se afasta dois passos.


Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos para 

trás.

Por muito que eu caminhe nunca a alcançarei.

Para que serve a utopia?

Serve para isso: para caminhar”

Tentei várias combinações: estação utopia, fábrica de utopias, usina de utopias... até me lembrar de que no Chile (onde vivi de final de 1970 até o final de 1973), ponto de ônibus é paradero. Ficou assim PARADERO UTOPIA.
Vou continuar no FB, pois quero ter acesso às postagens de todos e vou usar minha página para anunciar o que vai estar no blog.
Tomara que dê certo. Vamos ao blog. Espero receber, sobretudo, muitas críticas – que é o que mais serve para estimular o debate.
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

(texto de introdução provisório de um blog em construção)